A mutação do cinema de David Cronenberg

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Mapas Para as Estrelas (2014)

Mapas Para as Estrelas, trabalho mais recente de David Cronenberg, estreou há poucas semanas no Brasil. E, assim como em Cosmópolis, de 2012, me peguei esperando ver algo que remetesse ao passado do diretor, aqueles filmes pesados de horror gráfico. Quando saí da sessão, a ficha caiu: aquele cineasta não existe mais. Assim como o homem sofria mutações em suas obras dos anos 1980 e 90, a filmografia do canadense também se metamorfoseou a partir da virada do século.

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Carrie, a Estranha (1976), de Brian De Palma

Carrie, a Estranha não se limita a ser um filme de terror. Representa, sim, um dos grandes momentos do gênero, com cenas antológicas de horror físico e psicológico. Mas, antes disso tudo, é um poderoso drama sobre solidão e isolamento, protagonizado por uma menina humilhada por todos de seu meio – de colegas de escola até a própria mãe. E, o pior, vivendo uma das fases mais difíceis da vida de qualquer pessoa: a adolescência, aquele momento no qual descobertas importantes sobre a sexualidade e o próprio corpo tomam conta da cabeça dos jovens.

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