Hitchcock inglês

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O primeiro trabalho de Alfred Hitchcock nos Estados Unidos foi Rebecca, A Mulher Inesquecível, sucesso de público e crítica que faturou o Oscar de Melhor Filme em 1941. Antes de sair da Inglaterra, sua terra natal, porém, Hitchcock já era um diretor de renome. Sua “fase inglesa” não se compara em qualidade aos clássicos americanos dos anos 1950 e 1960, claro. Mas aquele olhar único e diferenciado para os elementos cênicos estava lá desde o começo.

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Quando morre um rei (O Rei de Nova York, 1990, de Abel Ferrara)

Como filme de gênero – no caso, o subgênero gângster -, O Rei de Nova York já é maravilhoso. Quando se pecebe, então, a espessa camada de comentário social presente em cada passeio da câmera pelas ruas da megalópole do título, em cada diálogo entre policiais e criminosos, torna-se obra-prima.

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Detalhes de um mestre – Tempestade Sobre Washington (1962), de Otto Preminger

Preminger durante as filmagens de Advise and Consent

O Cinefilia de fevereiro traz um especial sobre a obra de Otto Preminger – com dois textos meus, aliás. Para seguir as homenagens a esse gênio austríaco que construiu a carreira nos Estados Unidos, aprofundo a análise que fiz de Tempestade Sobre Washington (confira aqui), quinta-essência do modo premingeriano de se filmar. Na verdade, este post serve mais para mostrar, na prática, o modo único usado pelo diretor para a construção dos elementos de uma cena, a mise en scène.

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Quando a mágica acontece na tela: Três Homens em Conflito

Após um longo período sem postagens, nada melhor do que voltar com um filme emblemático, que mostra, em sua totalidade, a força do cinema em criar mitos, universos paralelos onde os espectadores se sentem como crianças diante de algo imenso, que não cabe em nosso campo de visão. Falar que as obras de Sergio Leone são maiores que a vida é chover no molhado, pois nem mesmo a vida é tão épica e prazerosa quanto um longa seu.

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Detalhes de um mestre – Cão Branco (1982), de Samuel Fuller

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Terceiro post no blog, terceira citação a Samuel Fuller. Não é por menos: o diretor possui uma obra vigorosa, que fala diretamente aos sentidos do espectador. Lutou na Segunda Guerra Mundial, participando de diversas ofensivas contra alemães e italianos; na hora de filmar, postava a câmera como se estivesse em mais uma batalha, pronto para desnudar toda a hipocrisia moral e social existente na raça humana. Seus filmes são força bruta, mas não somente isso: são exemplos técnicos, de como enquadrar, movimentar, narrar por imagens.

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Detalhes de um mestre – Suspeita (1941), de Alfred Hitchcock

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Nem só de grandes sequências vive o cinema do Alfred Hitchcock – como aquela em que Cary Grant é perseguido por um avião em Intriga Internacional, o clímax de Pacto Sinistro no parque de diversões ou ainda o assassinato de Marion Crane em Psicose, para ficar em alguns. Muito de sua qualidade vem do cuidado em revelar informações e sentimentos com sutileza, surpreendendo o espectador ao utilizar um movimento de câmera inesperado ou um enquadramento específico.

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