O Mensageiro do Diabo (1955), de Charles Laughton

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Já que no último texto comentei sobre filmes que tratam a infância como ela realmente é – um período rico, complexo e difícil da vida -, decidi permanecer no tema ao lembrar de um clássico esquecido. O ator inglês Charles Laughton  já era consagrado quando, sem experiência alguma em direção, fez uma das mais sombrias fábulas infantis do cinema: O Mensageiro do Diabo.

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Tempestade Sobre Washington (1962), de Otto Preminger

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“Esta é Washington D.C., cidade da mentira. Os outros sabem que você está mentindo, e também sabem que você sabe que eles sabem”. A frase do protagonista de Tempestade Sobre Washington, o senador indicado a Secretário de Estado americano vivido por Henry Fonda, resume o espírito dessa obra-prima política. Otto Preminger fez um retrato ao mesmo tempo sisudo, sarcástico e desencantado sobre a vida pública dos Estados Unidos – mas com um quê de universal, afinal, política é política em qualquer lugar do mundo.

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Detalhes de um mestre – Tempestade Sobre Washington (1962), de Otto Preminger

Preminger durante as filmagens de Advise and Consent

O Cinefilia de fevereiro traz um especial sobre a obra de Otto Preminger – com dois textos meus, aliás. Para seguir as homenagens a esse gênio austríaco que construiu a carreira nos Estados Unidos, aprofundo a análise que fiz de Tempestade Sobre Washington (confira aqui), quinta-essência do modo premingeriano de se filmar. Na verdade, este post serve mais para mostrar, na prática, o modo único usado pelo diretor para a construção dos elementos de uma cena, a mise en scène.

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