Mês do Imperador – Akira Kurosawa, o farol do Oriente que ilumina o mundo

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Podem existir cineastas japoneses melhores que Akira Kurosawa — talvez Ozu, Mizoguchi, Kobayashi? Podem existir longas japoneses melhores que os de Kurosawa — Era Uma Vez em Tóquio (1953), Contos da Lua Vaga (1953), Rebelião (1967)? Contudo, nenhuma filmografia nipônica foi, e ainda é, tão influente ao redor do mundo quanto a do Imperador.

Kurosawa teve importância fundamental na popularização do cinema feito no Japão. Rashomon, de 1950, caiu como uma bomba no público europeu e norte-americano, ganhando até mesmo o Leão de Ouro em Veneza. No Ocidente, poucos imaginavam encontrar filmes modernos, ágeis, do outro lado do mundo. A partir daí, deu-se uma corrida em busca da obra de mestres como Ozu e Mizoguchi, que já filmavam desde os anos 1930.

Ao beber das mais diversas fontes — filmes americanos, em especial os de John Ford, Shakespeare, lendas japonesas —, criou um estilo facilmente reconhecível, baseado na imagem em constante movimento. Se o mundo é formado por diversas forças pulsantes em ebulição, seus filmes são representações fiéis desse mundo, graças aos fartos travellings, zooms e panorâmicas presentes neles.

Como se o papel de pioneiro não bastasse, ainda foi escola para inúmeros cineastas pelo planeta. Nomes chaves da Nova Hollywood — Coppola, Friedkin, Lucas, Milius, Scorsese, Schrader — e outros americanos, como Clint Eastwood; europeus dos mais diversos, incluindo Chris Marker, Jean-Pierre Melville e Sergio Leone:  não são poucos os que pagam tributo ao trabalho do diretor.

Ele já foi chamado de elitista, sentimentalista, cultivador dos valores americanos em detrimento dos encontrados em seu país de origem. Nada disso ganha valor quando se assiste à sua obra. Para louvar a memória desse gigante, o A Noite Americana fará o Mês do Imperador. Ao longo de maio, serão postadas análises sobre alguns de seus principais longas. O primeiro texto falará do mais famoso: Os Sete Samurais — veja abaixo a programação completa do especial. Que esta pequena homenagem possa despertar a vontade de se aventurar pelos filmes de Akira Kurosawa.

6/5 – Os Sete Samurais (1954)

13/5 – Cão Danado (1949)

16/5 –Anatomia do Medo (1955)

20/5 – Trono Manchado de Sangue (1957)

23/5 – Homem Mau Dorme Bem (1960)

27/5 – Céu e Inferno (1963)

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