Trapaça (2013), de David O. Russell

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No mundo de Trapaça, a representação é uma constante: o golpista esconde a calvície, o detetive faz cachos em seu cabelo liso pra parecer mais humilde, a amante se passa por aristocrata inglesa pra esquecer a vida indigna que já levou. Isso não significa que o filme trate do poder da imagem, de como a imagem se torna farsa de uma realidade falida. Seria um caminho interessante a percorrer, pois a trama fala justamente disso: corrupção por baixo dos panos, acordo secretos com criminosos etc. Continuar lendo

O Lobo de Wall Street (2013), de Martin Scorsese

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Martin Scorsese está em plena forma. Não faz um filme que pode ser considerado ruim desde Gangues de Nova York, em 2002, e, de lá pra cá, trabalhou com desenvoltura no cinema de gênero (policial, documentário, suspense psicológico, aventura infantil). Dá para contar nos dedos um cineasta que, a esta altura da vida, se dá ao luxo de criar uma obra tão envolta em polêmicas, banida e censurada em um punhado de lugares, como O Lobo de Wall Street. Filmando como menino, fez um dos longas mais mordazes da carreira do alto de seus 71 anos de idade. Continuar lendo