Killer Joe mostra um novo Friedkin. Eu quero o velho Friedkin!

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Killer Joe, o aguardado retorno de William Friedkin às filmagens após um hiato de cinco anos, colheu elogios da crítica pelo mundo – chegou a ser indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza 2011. Estreou no Brasil no mês passado e quem viu deve ter chegado à mesma conclusão que eu: esse, definitivamente, não é um “filme do Friedkin”. Claro, seria injustiça esperar uma obra-prima como as feitas por ele na década de 1970 e começo de 1980. Mas, o tom de Killer Joe jamais esteve presente em suas outras obras, esse pastiche de humor negro com violência brutal e inesperada. Continuar lendo

O prazer de assistir a um filme na segunda fileira do cinema

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Tirando o fato de que cinema não é restaurante ou fast food, tampouco sala de bate-papo, não existe um manual para se assistir filmes onde eles devem ser vistos – no cinema, claro. Uns tiram os sapatos, outros estiram-se nas cadeiras.

Com a tática moderna de se escolher poltronas no momento da compra do bilhete, criou-se, no entanto, um pensamento comum a boa parte do público: o melhor lugar disponível é aquele mais ou menos no centro da sala, nem tão próximo, mas não distante da tela. Continuar lendo

Tarantino, Paul Thomas Anderson e a história sendo feita diante dos olhos

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Nesta semana e na próxima, teremos a chance de ver mais um pouco do trabalho de dois dos principais criadores do cinema contemporâneo. Estreiam no Brasil as últimas realizações de Quentin Tarantino (Django Livre, no dia 18) e Paul Thomas Anderson (O Mestre, dia 25), apenas para lembrar que ainda existem filmes americanos que buscam passar ao largo da máquina de marketing na qual se transformou Hollywood.

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